Love Lies Eternal
Com pouco mais de um ano de existência, os Love Lies Eternal, de Matosinhos, são uma banda que sonha com a música e disposta a superar todos os contratempos. Tudo para sentir a música.Em conversa com a banda, o 123som procurou “descobrir” algumas coisas sobre este novo projecto da música portuguesa.
Jorge Baldaia
Em conversa com a banda, o 123som procurou “descobrir” algumas coisas sobre este novo projecto da música portuguesa.
Qual é a história dos Love Lies Eternal?
Love Lies Eternal - Existimos há um ano e dois meses. Não temos um historial muito longo. Começamos com o nome RED KARMA, mas com a desistência do baixista, achamos por bem mudar de nome. Mais tarde o Likka e o Zekka vieram juntar-se a nós e, dois meses depois, convencemo-los a gravar a maqueta. Desde então temos tido uma série de contratempos, mas nada que não se resolva.
Como definem a vossa música?
Love Lies Eternal - A música é tudo aquilo que vocês podem ouvir e sentir. Achamos que não se define a música, sente-se.
Quais são as vossas grandes influências?
Love Lies Eternal - Temos todos influências muito distintas, isso denota-se no nosso som. Desde Black Sabbath, passando por Guns n’ Roses e Cradle Of Filth, e acabando em Massive Attack… podes imaginar a quantidade de ideias diversificadas que surgem cada vez que compomos algo.
À excepção do Pedro todos têm pseudónimos. Porquê
Nya - Até o Pedro tem pseudónimo, mas tal como os nossos não foi “criado” por causa da banda. Todos eles surgiram de situações engraçadas na nossa vida, e é assim que os nossos amigos nos conhecem.
O vosso visual tem ligações ao gótico… é uma influência
Nya - O visual e influências góticas surgem, maioritariamente, da minha parte. A banda no seu conjunto pouco tem de gótico, a não ser o tema das letras.
O que mais vos agrada quando tocam ao vivo?
Love Lies Eternal - Não tocamos com tanta regularidade como gostaríamos, mas todos gostamos da sensação de adrenalina, o nervosismo e todas as outras sensações que entrar em palco nos proporciona.
O resultado final de “Act I” foi o esperado?
Love Lies Eternal - Quando acabas de gravar uma maqueta é natural ficares viciado nela, é o teu trabalho. Talvez nós a tenhamos ouvido demasiado em busca de erros que, no fim de contas, são normais numa maqueta. Mas tendo em conta o curto tempo que demorou a gravar, ficou muito bem. As críticas têm sido positivas, tanto por quem ouve em Portugal como pessoas do resto da Europa a quem a mostrámos.
Está para breve uma nova maqueta?
Love Lies Eternal - Não é um objectivo patente nas nossas tarefas próximas. Gravamos agora a “Paintings” como tema extra - não faz propriamente parte da demo - levamos imenso tempo a gravá-la e ficou com melhor qualidade. A pouco e pouco vamos construindo a segunda maquete.
Acham que, e aos poucos, já se vai apostando nas novas bandas?
Love Lies Eternal - A questão talvez já não seja apoio ou falta dele a bandas portuguesas... a questão é se o apoio é dado pelo valor que elas têm e se é merecido, ou se é dado por razões desconhecidas a quem está “de fora”.
O que pensam do 123som?
Love Lies Eternal - Tudo o que surja para divulgar novas bandas é muito positivo.
E foi positivo terem sido eleitos como banda do mês?
Love Lies Eternal - Claro que sim. Acima de tudo o que se verificou no Top Download foi o que mais nos fez sorrir. Claro que muitos amigos votam em nós, mas também se vê que houve curiosidade em ouvir mais qualquer coisa nossa. A vitória é também, em grande parte, de quem anseia por nos ver tocar fora de Portugal, e também de amigos de cá, obviamente.
O que mais gostam de fazer?
Love Lies Eternal - Para além de música?... Música!!!
Qual foi a maior loucura que cometeram enquanto banda?
Love Lies Eternal - Todos concordam que foi o nosso concerto no Heavens Gothic Bar, na passagem de ano, em que o Zekka tocou com um braço engessado!
O que pensam dos concursos de música?
Love Lies Eternal - Estaríamos a ser hipócritas se disséssemos que não achamos que muitos deles são “viciados”, mas claro que são óptimos para quem os ganha.
Já participaram em algum?
Love Lies Eternal - Tentámos o ROCKASTRUS e agora a edição deste ano do Festival 365.
Maio é o mês das Queimas. Gostavam de tocar em alguma?
Nya - Claro que sim! Acho que qualquer concerto é benvindo! Tocar na Queima era óptimo, mas por nenhuma razão especial, a não ser pelo número elevado de pessoas às quais a nossa música poderia chegar. É esse o nosso objectivo: levá-la a muita gente.
Todos nós temos sonhos, mesmo que nos pareçam utópicos. Qual é o vosso?
Love Lies Eternal - Viver da Música.




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